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Fonte: www.claudiohumberto.com.br - 6.1.2010 - 21h07
Caças: decisão será política, diz Amorim
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), disse nesta quarta (6) que será política a decisão final sobre a compra de 36 aviões-caça pelo governo brasileiro. Segundo ele, a definição será dada pelo presidente Lula e pelo ministro Nelson Jobim (Defesa). O projeto de compra dos aviões teria causado divergência interna, uma vez que setores do governo defenderiam a compra de aviões franceses, enquanto a Aeronáutica seria favorável aos suecos. De acordo com a Aeronáutica, o ideal seria comprar o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab. No entanto, em setembro do ano passado, Lula indicou sua preferência pela França. O assunto será tema de análise do presidente Lula na próxima semana.
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Comento:
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Modus operandi da república:
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Fonte: www.claudiohumberto.com.br - 6.1.2010 - 0h0
Reforma da casa de praia usada por Lula custou R$ 2 milhões
A Marinha do Brasil gastou mais de R$ 2 milhões para reformar a casa agora utilizada pelo presidente Lula e família em sua temporada de férias na praia de Inema, da Base Naval de Aratu, litoral baiano. As despesas para deixar a casa como queriam os inquilinos provocam grande revolta na Marinha, em razão dos problemas de manutenção das instalações e navios da própria Base Naval, por falta de dinheiro.
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Outro lado
A Marinha prometeu resposta "o mais breve possível", após checar a informação "junto a outras organizações militares.
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Do jeito dele
Lula também passou férias na Base Naval de Aratu, em 2008. Mas a casa não parecia estar do jeito que ele e sua família gostam.
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Cansei
O presidente, que também levou amigos, ficará na praia até segunda (11), descansando de tantas viagens mundo afora e de ser “o cara”.
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Silêncio no paraíso
Ponte cai no Sul, calamidade pública no Rio e em São Paulo, e Lula continua mudo al mare, com um isopor na cabeça, cheio de guaraná.
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Comento: Alguém consegue imaginar D. Pedro I ou D. Pedro II ou a Princesa Isabel com essas "idéias republicanas"?
Fonte: www.claudiohumberto.com.br - 6.1.2010 - 0h0
Reforma da casa de praia usada por Lula custou R$ 2 milhões
A Marinha do Brasil gastou mais de R$ 2 milhões para reformar a casa agora utilizada pelo presidente Lula e família em sua temporada de férias na praia de Inema, da Base Naval de Aratu, litoral baiano. As despesas para deixar a casa como queriam os inquilinos provocam grande revolta na Marinha, em razão dos problemas de manutenção das instalações e navios da própria Base Naval, por falta de dinheiro.
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Outro lado
A Marinha prometeu resposta "o mais breve possível", após checar a informação "junto a outras organizações militares.
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Do jeito dele
Lula também passou férias na Base Naval de Aratu, em 2008. Mas a casa não parecia estar do jeito que ele e sua família gostam.
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Cansei
O presidente, que também levou amigos, ficará na praia até segunda (11), descansando de tantas viagens mundo afora e de ser “o cara”.
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Silêncio no paraíso
Ponte cai no Sul, calamidade pública no Rio e em São Paulo, e Lula continua mudo al mare, com um isopor na cabeça, cheio de guaraná.
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Comento: Alguém consegue imaginar D. Pedro I ou D. Pedro II ou a Princesa Isabel com essas "idéias republicanas"?
O basismo leninista em meio ao Brasil republicano
Fonte: http://www.claudiohumberto.com.br/, 6.1.2020 - 0h0
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Sinal amarelo na Educação
A Conferência Nacional de Educação, que será realizada em Brasília, em março, já acendeu o sinal amarelo na Confenem (Confederação dos Estabelecimentos de Ensino Particular). É que os burocratas de esquerda, os “cumpanhêro”, em cargos de direção no MEC e seus aliados planejam criar o Fórum Nacional de Educação como instância máxima de deliberação de política educacional, acima do próprio MEC.
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Proposta derrotada
Essa proposta foi derrotada na Assembleia Constituinte e nos debates anteriores à Lei de Diretrizes e Bases de 1996.
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Orçamento na berlinda
O Fórum teria poderes para controlar a execução orçamentária na área. É inconstitucional. Vai dar rolo.
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Comento: segunda cruzada...
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Sinal amarelo na Educação
A Conferência Nacional de Educação, que será realizada em Brasília, em março, já acendeu o sinal amarelo na Confenem (Confederação dos Estabelecimentos de Ensino Particular). É que os burocratas de esquerda, os “cumpanhêro”, em cargos de direção no MEC e seus aliados planejam criar o Fórum Nacional de Educação como instância máxima de deliberação de política educacional, acima do próprio MEC.
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Proposta derrotada
Essa proposta foi derrotada na Assembleia Constituinte e nos debates anteriores à Lei de Diretrizes e Bases de 1996.
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Orçamento na berlinda
O Fórum teria poderes para controlar a execução orçamentária na área. É inconstitucional. Vai dar rolo.
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Comento: segunda cruzada...
A Revisão da Anistia
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Fonte: www.jaymecopstein.com.br - 6.1.2010 - Editorial
A Revisão da Anistia
Jayme Copstein
Não tivesse o objetivo claro de desviar as atenções, a revisão da Lei da Anistia, levantada de tempos em tempos, seria molecagem, tipo “épater le bourgeois” (= atormentar o burguês) que a esquerdalha faz para matar o tempo quando não está salvando a pátria e cobrando polpudos royalties por isso.
Mas do que estariam neste momento tentando desviar a atenção, tantas são as obscuridades que assombram a ética deste país? Há quem fale em encenação para colher dividendos eleitorais, acendendo a fogueira para ser extinta pelo reconhecido espírito conciliador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como diz o ministro Tarso Genro.
Há quem levante outras hipóteses. Será a negociata da compra dos aviões militares, com o Governo se decidindo pela tecnologia francesa, a pior e a mais cara, em detrimento da sueca e da norte-americana, ordem a que dão preferência os especialistas das próprias Forças Armadas? Ou o rombo das finanças, produzido pela gastança desenfreada com o aparelhamento do Estado, e que deverá estourar em breve se algum milagre não acontecer no cenário internacional?
Há ainda muitas outras suposições, mas certamente a revisão da Lei da Anistia em si não é o objetivo. Todos os postulantes estão cansados de saber que no direito penal nada retroage a não ser para beneficiar o infrator, e que já prescreveram, sem exceção, todos os crimes cometidos até 06 de 1980, quem dirá os abrangidos pela Lei da Anistia, cuja promulgação tem a data de 28 de agosto de 1979.
Fiquemos, portanto, com a primeira hipótese, a eleitoreira, considerada, porém, do ponto de vista histórico. Quando a anistia começou a ser negociada, ninguém do então MDB queria incluir Leonel Brizola e Miguel Arraes, sob o pretexto de não provocar os militares que os tinham como responsáveis pelas agitações que provocaram a reação militar de de 1964.
A verdade era outra: a luta pelo poder. Naquele tempo, um líder comunista desabafou na Rua da Praia – este colunista testemunhou – que não pensasse “Brizola que voltava para o comando”. Teria de “mostrar ser bom militante para ser aceito de volta”. Em outras palavras, havia novos líderes na oposição, ninguém estava disposto a dividir os privilégios da posição, principalmente naquele momento em que o maná da Terra Prometida ficava ao alcance da mão, após quase 20 anos a pão e água.
Quem resolveu a pendenga, dizem, foi Golbery do Couto e Silva, com a intenção clara de provocar e aprofundar o conflito para pulverizar a Oposição. Quem transmitiu a mensagem a Thales Ramalho, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, foi Petrônio Portela: sem Brizola e Arraes, não seria anistia.
Portanto, ressuscitar o debate, sabendo-se de antemão da sua esterilidade, para convocar Lula a exercer o seu paternal talento de apaziguador, só pode ter uma interpretação: demonstrar que ele deve se perpetuar na Presidência por ser o único capaz de governar o país, pacificando os ânimos etc. etc. etc. Em outras palavras: golpe de estado, arrombando as instituições democráticas, como Zelaya tentou, recentemente, em Honduras.
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Comento:
Fonte: www.jaymecopstein.com.br - 6.1.2010 - Editorial
A Revisão da Anistia
Jayme Copstein
Não tivesse o objetivo claro de desviar as atenções, a revisão da Lei da Anistia, levantada de tempos em tempos, seria molecagem, tipo “épater le bourgeois” (= atormentar o burguês) que a esquerdalha faz para matar o tempo quando não está salvando a pátria e cobrando polpudos royalties por isso.
Mas do que estariam neste momento tentando desviar a atenção, tantas são as obscuridades que assombram a ética deste país? Há quem fale em encenação para colher dividendos eleitorais, acendendo a fogueira para ser extinta pelo reconhecido espírito conciliador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como diz o ministro Tarso Genro.
Há quem levante outras hipóteses. Será a negociata da compra dos aviões militares, com o Governo se decidindo pela tecnologia francesa, a pior e a mais cara, em detrimento da sueca e da norte-americana, ordem a que dão preferência os especialistas das próprias Forças Armadas? Ou o rombo das finanças, produzido pela gastança desenfreada com o aparelhamento do Estado, e que deverá estourar em breve se algum milagre não acontecer no cenário internacional?
Há ainda muitas outras suposições, mas certamente a revisão da Lei da Anistia em si não é o objetivo. Todos os postulantes estão cansados de saber que no direito penal nada retroage a não ser para beneficiar o infrator, e que já prescreveram, sem exceção, todos os crimes cometidos até 06 de 1980, quem dirá os abrangidos pela Lei da Anistia, cuja promulgação tem a data de 28 de agosto de 1979.
Fiquemos, portanto, com a primeira hipótese, a eleitoreira, considerada, porém, do ponto de vista histórico. Quando a anistia começou a ser negociada, ninguém do então MDB queria incluir Leonel Brizola e Miguel Arraes, sob o pretexto de não provocar os militares que os tinham como responsáveis pelas agitações que provocaram a reação militar de de 1964.
A verdade era outra: a luta pelo poder. Naquele tempo, um líder comunista desabafou na Rua da Praia – este colunista testemunhou – que não pensasse “Brizola que voltava para o comando”. Teria de “mostrar ser bom militante para ser aceito de volta”. Em outras palavras, havia novos líderes na oposição, ninguém estava disposto a dividir os privilégios da posição, principalmente naquele momento em que o maná da Terra Prometida ficava ao alcance da mão, após quase 20 anos a pão e água.
Quem resolveu a pendenga, dizem, foi Golbery do Couto e Silva, com a intenção clara de provocar e aprofundar o conflito para pulverizar a Oposição. Quem transmitiu a mensagem a Thales Ramalho, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, foi Petrônio Portela: sem Brizola e Arraes, não seria anistia.
Portanto, ressuscitar o debate, sabendo-se de antemão da sua esterilidade, para convocar Lula a exercer o seu paternal talento de apaziguador, só pode ter uma interpretação: demonstrar que ele deve se perpetuar na Presidência por ser o único capaz de governar o país, pacificando os ânimos etc. etc. etc. Em outras palavras: golpe de estado, arrombando as instituições democráticas, como Zelaya tentou, recentemente, em Honduras.
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Comento:
Brasileiro paga imposto, FIFA, não...
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Fonte: www.claudiohumberto.com.br - 5.1.2010 - 18h41
Projeto isenta a Fifa de impostos
O ministro Orlando Silva (Esporte) informou nesta terça (5) que o governo federal enviará ao Congresso Nacional projeto de lei concedendo isenção total de impostos federais à Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a organização de Copa do Mundo de 2014. De acordo com a medida, as empresas prestadoras de serviços e produtos também ficarão isentas de impostos até o dia 31 de dezembro de 2015. O anúncio foi feito após reunião no Ministério do Esporte com representantes do Ministério da Fazenda, da Fifa e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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Comento:
Fonte: www.claudiohumberto.com.br - 5.1.2010 - 18h41
Projeto isenta a Fifa de impostos
O ministro Orlando Silva (Esporte) informou nesta terça (5) que o governo federal enviará ao Congresso Nacional projeto de lei concedendo isenção total de impostos federais à Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a organização de Copa do Mundo de 2014. De acordo com a medida, as empresas prestadoras de serviços e produtos também ficarão isentas de impostos até o dia 31 de dezembro de 2015. O anúncio foi feito após reunião no Ministério do Esporte com representantes do Ministério da Fazenda, da Fifa e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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Comento:
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
"Pensem nisto" - Tipos de política e de politicos no Brasil republicano
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Fonte:http://www.olavodecarvalho.org/semana/100105dc.html
Pensem nisto
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 5.1.2010
Um dos traços constantes da vida brasileira é a coexistência de dois tipos de política heterogêneos e incomunicáveis: de um lado, a política "profissional" cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos, compreendidos como posições privilegiadas para a conquista de benefícios pessoais ou grupais (acompanhados ou não de boas intenções de governo); de outro, a política revolucionária, empenhada na conquista do poder total sobre a sociedade e na introdução de mudanças estruturais irreversíveis.
A segunda usa ocasionalmente os intrumentos da primeira, mas sobretudo cria os seus próprios, desconhecidos dela. Os "movimentos sociais", o adestramento de formidáveis massas militantes dispostas a tudo, a ocupação de espaços não só na administração federal mas em todas as áreas estrategicamente vitais e, last not least, a conquista da hegemonia cultural estão entre esses intrumentos, que para o político "profissional" são distantes e até incompreensíveis, tão obsessiva e autocastradora é a sua concentração na mera disputa de cargos eleitorais.
As próximas eleições presidenciais vão opor, numa disputa desigual, as armas da política revolucionária às da política "profissional". Estas últimas consistem apenas no meios usuais de propaganda eleitoral, enquanto as daquela abrangem o domínio sistêmico de todos os meios diponíveis de ação sobre a sociedade: o político "profissional" tem a seu favor apenas os eleitores, que se manifestam uma vez a cada quatro anos e depois o esquecem ou passam a odiá-lo. O revolucionário tem a vasta militância organizada, devotada a uma luta diária e constante, pronta a matar e morrer por aquele que personifica as suas aspirações.
Nas últimas décadas a expansão maciça da política revolucionária colocou os políticos "profissionais" numa posição de impotência quase absoluta, que reduz a praticamente nada as vantagens de uma eventual vitória nas eleições.
Se eleito, o Sr. Jose Serra terá de comandar uma máquina estatal dominada de alto a baixo pelos seus adversários, a começar pelos oito juízes lulistas do Supremo Tribunal Federal. O PT e seus partidos aliados comandam, além disso, uma rede de organizações militantes com alguns milhões de membros devotos, prontos a ocupar as ruas gritando slogans contra o novo presidente ao primeiro chamado de seus líderes. Comandam também o operariado de todas as indústrias estratégicas e a rede de acampamentos do MST espalhados ao longo de todas as principais rodovias federais e estaduais: podem paralisar o país inteiro da noite para o dia. Reinam, ademais sobre um ambiente psicossocial inteiramente seduzido pelos seus estereótipos e palavras de ordem, a que nem mesmo seus mais enfezados inimigos ousam se opor frontalmente.
Somente a política revolucionária entende o que é o poder na sua acepção substantiva. O velho tipo do político "profissional" entende apenas a disputa de cargos, confunde o mandato legal com a posse efetiva do poder. Sem militância, sem ocupação de espaços, sem guerra cultural, não há domínio do poder. Fernando Collor de Mello pagou caro por ignorar essa distinção elementar: confiou na iniciativa espontânea de seus eleitores – massa espalhada e amorfa, incapaz de fazer face à força organizada da militância.
Não vejo no horizonte o menor sinal de que os adeptos do Sr. José Serra tenham aprendido a lição: hipnotizados pela esperança da vitória eleitoral, não vêem que tudo o que estão querendo é colocar na presidência um homem isolado, sem apoio militante, escorado tão somente na força difusa e simbólica da "opinião pública" -- um homem que, à menor sombra de deslize, terá contra si o ódio da militância revolucionária explodindo nas ruas e será varrido do cenário político com a mesma facilidade com que o foi o ex-presidente Collor.
Há pelo menos vinte anos venho advertindo aos próceres antipetistas que o voto, ainda que avassaladoramente majoritário, não garante ninguém no poder: o que garante é militância, é massa organizada, disposta a apoiar o eleito não só no breve instante do voto mas todos os dias e por todos os meios. Vejam a situação da governadora do Rio Grande do Sul e entenderão o que estou dizendo: quando a oposição se vangloriou de ter "varrido o PT do Estado gaúcho", não percebeu que o expulsara somente de um cargo público.
Não desprezo as vitórias eleitorais, mas sei que, por si, elas nada decidem a longo prazo. E não vejo que, até agora, as forças de oposição tenham tomado consciência disso.
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Comento:
Fonte:http://www.olavodecarvalho.org/semana/100105dc.html
Pensem nisto
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 5.1.2010
Um dos traços constantes da vida brasileira é a coexistência de dois tipos de política heterogêneos e incomunicáveis: de um lado, a política "profissional" cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos, compreendidos como posições privilegiadas para a conquista de benefícios pessoais ou grupais (acompanhados ou não de boas intenções de governo); de outro, a política revolucionária, empenhada na conquista do poder total sobre a sociedade e na introdução de mudanças estruturais irreversíveis.
A segunda usa ocasionalmente os intrumentos da primeira, mas sobretudo cria os seus próprios, desconhecidos dela. Os "movimentos sociais", o adestramento de formidáveis massas militantes dispostas a tudo, a ocupação de espaços não só na administração federal mas em todas as áreas estrategicamente vitais e, last not least, a conquista da hegemonia cultural estão entre esses intrumentos, que para o político "profissional" são distantes e até incompreensíveis, tão obsessiva e autocastradora é a sua concentração na mera disputa de cargos eleitorais.
As próximas eleições presidenciais vão opor, numa disputa desigual, as armas da política revolucionária às da política "profissional". Estas últimas consistem apenas no meios usuais de propaganda eleitoral, enquanto as daquela abrangem o domínio sistêmico de todos os meios diponíveis de ação sobre a sociedade: o político "profissional" tem a seu favor apenas os eleitores, que se manifestam uma vez a cada quatro anos e depois o esquecem ou passam a odiá-lo. O revolucionário tem a vasta militância organizada, devotada a uma luta diária e constante, pronta a matar e morrer por aquele que personifica as suas aspirações.
Nas últimas décadas a expansão maciça da política revolucionária colocou os políticos "profissionais" numa posição de impotência quase absoluta, que reduz a praticamente nada as vantagens de uma eventual vitória nas eleições.
Se eleito, o Sr. Jose Serra terá de comandar uma máquina estatal dominada de alto a baixo pelos seus adversários, a começar pelos oito juízes lulistas do Supremo Tribunal Federal. O PT e seus partidos aliados comandam, além disso, uma rede de organizações militantes com alguns milhões de membros devotos, prontos a ocupar as ruas gritando slogans contra o novo presidente ao primeiro chamado de seus líderes. Comandam também o operariado de todas as indústrias estratégicas e a rede de acampamentos do MST espalhados ao longo de todas as principais rodovias federais e estaduais: podem paralisar o país inteiro da noite para o dia. Reinam, ademais sobre um ambiente psicossocial inteiramente seduzido pelos seus estereótipos e palavras de ordem, a que nem mesmo seus mais enfezados inimigos ousam se opor frontalmente.
Somente a política revolucionária entende o que é o poder na sua acepção substantiva. O velho tipo do político "profissional" entende apenas a disputa de cargos, confunde o mandato legal com a posse efetiva do poder. Sem militância, sem ocupação de espaços, sem guerra cultural, não há domínio do poder. Fernando Collor de Mello pagou caro por ignorar essa distinção elementar: confiou na iniciativa espontânea de seus eleitores – massa espalhada e amorfa, incapaz de fazer face à força organizada da militância.
Não vejo no horizonte o menor sinal de que os adeptos do Sr. José Serra tenham aprendido a lição: hipnotizados pela esperança da vitória eleitoral, não vêem que tudo o que estão querendo é colocar na presidência um homem isolado, sem apoio militante, escorado tão somente na força difusa e simbólica da "opinião pública" -- um homem que, à menor sombra de deslize, terá contra si o ódio da militância revolucionária explodindo nas ruas e será varrido do cenário político com a mesma facilidade com que o foi o ex-presidente Collor.
Há pelo menos vinte anos venho advertindo aos próceres antipetistas que o voto, ainda que avassaladoramente majoritário, não garante ninguém no poder: o que garante é militância, é massa organizada, disposta a apoiar o eleito não só no breve instante do voto mas todos os dias e por todos os meios. Vejam a situação da governadora do Rio Grande do Sul e entenderão o que estou dizendo: quando a oposição se vangloriou de ter "varrido o PT do Estado gaúcho", não percebeu que o expulsara somente de um cargo público.
Não desprezo as vitórias eleitorais, mas sei que, por si, elas nada decidem a longo prazo. E não vejo que, até agora, as forças de oposição tenham tomado consciência disso.
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